80% do biodiesel não tem óleo de palma

A Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis que representa 80% do biodiesel incorporado no gasóleo em Portugal, esclareceu hoje que nenhuma das suas empresas associadas utiliza óleo de palma na produção dos seus biocombustíveis.

Na segunda-feira, manifestantes ambientalistas concentraram-se junto das representações da Comissão Europeia em várias capitais europeias, incluindo Lisboa, para protestar contra o óleo de palma nos biocombustíveis, denunciando os efeitos de desflorestação e impactos em animais como o orangotango.

Segundo a associação ambientalista portuguesa ZERO, que apoiou a iniciativa em Lisboa, em Portugal foram usados 31 milhões de litros entre janeiro e setembro do ano passado, quatro vezes mais do que em todo o ano de 2017.

Em comunicado, a APPB que representa perto de 80% do biodiesel incorporado no gasóleo através das suas associadas Prio, Sovena, Fabrica Torrejana e Iberol esclarece que “nenhum destes produtores nacionais utiliza óleo de palma na produção dos seus biocombustíveis e, portanto, o país e os consumidores portugueses não estão a ser atingidos por este sinal de preocupação”.

De acordo com a associação, “esta realidade é, de resto, bem conhecida das autoridades e está bem patente nas estatísticas oficiais”.

Na segunda-feira, o presidente da associação ambientalista Zero, Francisco Ferreira, fez um apelo ao Governo e à Assembleia da República que legisle no sentido de impedir a presença do óleo de palma no gasóleo dos postos de abastecimento.

Francisco Ferreira falava aos jornalistas hoje de manhã durante um protesto junto da representação da Comissão Europeia, em Lisboa, que reuniu cerca de uma dezena de pessoas, mascaradas de orangotango, que decorreu ao mesmo tempo em várias cidades europeias, como Paris, Roma, Berlim, Madrid e Bruxelas.

Segundo a associação ambientalista portuguesa ZERO, o biodiesel a partir do óleo de palma é “três vezes pior para o clima do que o gasóleo fóssil”, sendo que em 2018 mais de metade do óleo de palma usado na Europa acabou nos depósitos dos veículos.

O protesto decorreu em várias cidades europeias (Lisboa, Roma, Bruxelas, Berlim, Paris ou Madrid) para assinalar o “dia europeu de ação contra o biodiesel de óleo de palma”.

Mais de 520 mil pessoas subscreveram uma petição europeia contra o óleo de palma a pedir à Comissão que retire o apoio ao uso do óleo para a produção de biodiesel. 

Notícia publicada na revista Sábado (Associação esclarece que 80% do biodiesel em Portugal não tem óleo de palma)

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